quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Dia ensolarado na praia, em Titã

Um mar alienígena, composto por uma mistura viscosa de metano e etano líquidos, além de outros hidrocarbonetos, a uma temperatura de 180 graus abaixo de zero. Mas ainda assim, indiscutivelmente, um mar. A reflexão da tênue luz solar sobre a superfície líquida, recém-capturada de forma espetacular pela sonda Cassini, da Nasa, não deixa dúvidas.
Composição da imagens da sonda Cassini revela reflexo do Sol nos mares de Titã.
Composição da imagens da sonda Cassini revela reflexo do Sol nos mares de Titã.
Bem-vindo a Titã, a maior e mais impressionante das luas de Saturno, recoberta por uma atmosfera que só permite a observação da superfície em infravermelho, e ainda assim apenas em “janelas” de frequências muito estreitas.
Quando as sondas Voyagers passaram por lá, no início da década de 1980, esperava-se que elas fossem revelar a natureza desse mundo tão curioso. Contudo, a névoa densa que recobre toda a superfície impediu qualquer observação detalhada. O que, por si só, já é uma estranheza. Como Titã conseguiu manter uma atmosfera mais densa que a nossa, mesmo tendo menos da metade do diâmetro da Terra?
Ninguém sabe a resposta certa, mas uma das possibilidades é de que Saturno, dez vezes mais distante do Sol que a Terra, tenha tão pouca energia solar disponível que o frio ajude a conservar o ar. Quanto menos energia, menos agitação das partículas. Menos agitadas, elas atingem com menos frequência a velocidade de escape. Ficam, portanto, presas à lua, mesmo que a gravidade não seja lá grande coisa – bem menos intensa que a de Marte, por exemplo, que tem uma atmosfera, mas muito menos densa que a de Titã.
Outra coisa que chama atenção na lua saturnina é a composição atmosférica. Na porção mais próxima da superfície, ela tem 95% de nitrogênio e 5% de metano. Nitrogênio é também o gás predominante no ar terrestre (aqui corresponde a 80% do total). Já metano é um composto orgânico, muitas vezes associado à vida, que não sobrevive na atmosfera a não ser que seja reposto de forma contínua.
Essa composição faz de Titã um alvo preferencial dos cientistas para o estudo de química prebiótica, ou seja, capaz de dar origem à vida. Análises feitas pelas Voyagers e pela Cassini mostram que há grandes quantidades de moléculas orgânicas mais complexas na atmosfera.
As nuvens de Titã não entregam nada; veja Saturno ao fundo. A lua cinzenta menor é Dione.
As nuvens de Titã não entregam nada; veja Saturno ao fundo. A lua cinzenta menor é Dione.
TERRA CONGELADA
Ao menos nesse sentido, Titã poderia ser imaginado como uma versão da Terra primitiva que acabou “congelada” no tempo, diante do frio que faz nas profundezas do Sistema Solar. Poderia evoluir lá a série de reações químicas que culminam com a vida, tal qual a conhecemos?
Muito provavelmente, não. A temperatura da superfície de Titã é de 179 graus negativos, medida pela sonda europeia Huygens, que pousou lá em 2005, depois de uma viagem de sete anos acoplada à americana Cassini. Estamos falando de um frio tão intenso a ponto de água existir apenas como rocha sólida. O cenário em torno da Huygens mostrou diversas pedras arredondadas e brancas – gelo de água, tão duro quanto granito na Terra.
Não escapou aos cientistas o fato de as rochas serem arredondadas, como pedras de rios. E aí entra outro aspecto tão interessante quanto estranho de Titã: ele é o único corpo do Sistema Solar, além da Terra, a ter um ciclo hidrológico. A temperatura é tal que metano, em vez de água, pode estar ora em estado líquido, ora em estado gasoso. Ou seja, metano evapora e chove, e Titã tem vários lagos e pequenos mares dessa substância em sua superfície. Tão familiar e tão bizarro, tudo ao mesmo tempo.
Especula-se que, sob a atmosfera e a superfície congelada, Titã possa, a exemplo de outros mundos do Sistema Solar exterior, ter um oceano de água líquida, talvez misturado a amônia (que reduziria a temperatura de congelamento), mantido aquecido pelo efeito de maré. Não está descartada a presença de criovulcanismo – vulcões que expelem lava de água de vez em quando na superfície.
Será que, num passado remoto, esse oceano pode ter estado diretamente exposto à atmosfera, em forma líquida? Estudos feitos por Brett Bladman, da Universidade da Columbia Britânica, em 2006, mostram que pedras ejetadas da Terra por impactos de asteroides poderiam chegar a Titã.
“Micróbios da Terra podem ter sido levados à superfície de Titã”, afirma Ralph Lorenz, cientista britânico que participa da missão da Cassini, complementando que a chance de isso ter acontecido é baixíssima. “Se [os micróbios] calharam de pousar durante os primórdios de Titã, quando o oceano de água e amônia estava exposto à atmosfera, talvez possam ter florescido. Você nunca pode dizer nunca.”
VIDA COMO NÃO A CONHECEMOS
Uma ideia que talvez seja ainda mais intrigante é imaginar vida diferente da terrestre habitando Titã. Será que uma química completamente diferente não poderia usar metano como solvente, em vez de água? Há quem especule que formas de vida baseadas em silício – elemento químico similar ao carbono, mas bem menos versátil para formar moléculas – encontrariam um ambiente propício em mundos gelados. É uma proposta que há muito tempo circula na ficção científica e que pode fazer sentido em um ambiente tão alienígena quanto Titã.
Afinal, em meio àquele frio, a energia disponível para reações químicas é menor, e talvez as ligações feitas por carbono sejam fortes demais para ser quebradas à vontade. As de silício, menos poderosas, mas com características similares, talvez sejam melhores para construir a base de moléculas úteis para a vida.
Embora alguns astrobiólogos, como Dirk Schulze-Makuch e David Grinspoon, ousem imaginar possíveis metabolismos adequados a seres vivos em Titã, por ora tudo não passa de especulação. Parte-se da premissa de que a vida é um processo químico que pode se originar e se configurar de muitas maneiras diferentes. Não sabemos se esse realmente é o caso.
 
 
Mensageiro Sideral-UOL

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Participação na Radio Interativa FM



Participamos no dia 25 de Outubro no Programa Conexão 98 na Radio Interativa FM. Abordamos a história do Ceuva, suas pesquisas, eventos e ainda o que é astronomia, ufologia e alguns casos.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

China lança primeira missão de ida e volta à Lua

China lançou nesta sexta-feira (24) a primeira sonda espacial de ida e volta à Lua, mais uma etapa de um ambicioso programa espacial que pretende enviar astronautas ao satélite da Terra.
"A primeira fase da viagem foi um sucesso", anunciou a Administração Estatal de Ciências, Tecnologia e Indústria para a Defesa Nacional (SASTIND) em um comunicado.
O lançamento aconteceu na base espacial de Xichang, ao sudoeste da província de Sichuan. A sonda deve chegar à Lua, dar a volta no satélite e retornar à Terra.
No total, a sonda deve percorrer 413.000 quilômetros da Terra até o ponto mais distante em oito dias de missão. O pouso está previsto para a região chinesa da Mongólia interior (norte), segundo a agência estatal Xinhua.
Esta é a primeira vez que os cientistas chineses têm como meta o retorno de um módulo orbital, que precisará resistir na reentrada da Terra, em particular às elevadas temperaturas provocadas pela fricção do contato com a órbita terrestre, na qual penetrará a uma velocidade de 11,2 quilômetros por segundo, antes de reduzir a aceleração.
A missão pretende testar a tecnologia que será utilizada na missão Chang'e-5, (nome da deusa da Lua na mitologia chinesa), prevista para 2017, que deseja coletar mostras da superfície lunar.
Meio século depois do programa Apollo dos Estados Unidos, a China tem a Lua como objetivo e deseja se tornar o primeiro país asiático a enviar um ser humano ao satélite, provavelmente depois de 2025.
Em dezembro de 2013, o país conseguiu levar a sonda Chang'e-3 a pousar na Lua e deixar na superfície lunar um veículo teleguiado batizado de "Coelho de jade", uma missão que foi considerada um "êxito total".
O veículo lunar teve alguns problemas mecânicos que o deixaram em prolongadas fases de "coma".
A China destina bilhões de dólares ao programa espacial, considerado o símbolo da força da segunda maior economia do planeta.
 
G1

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Segundo relatos da FAB, OVNIs / UFOs o Brasil foi invadido por OVNIs em 1986


Crédito: A Tarde.
Segundo artigo de Luan Santo, para o site o jornal A Tarde, documentos oficiais comprovando a presença de OVNIs na Terra foram apresentados neste sábado, 18, durante o I Encontro de Ufologia Avançada da Bahia, no Hotel Golden Park, na cidade de Salvador.  Os registros que teriam sido disponibilizados pela Força Aérea Brasileiro (FAB) falam sobre o tamanho, a forma e a velocidade dos misteriosos objetos, como também apresentam relatos dos militares que perseguiam e foram perseguidos pelos OVNIs.
O evento, que foi promovido pela Revista UFO, pelo Centro de Estudos Exobiológicos Ashtar Sheran (CEEAS) e pela Universidade Livre de Educação Cósmica (Unikósmica), contou com a participação de 120 pessoas e teve como objetivo incitar debates sobre a existência de vida fora da Terra.
Marco Antônio Petit, co-editor da Revista UFO, disse que um dos principais eventos ovnilógicos já registrados é a “noite oficial dos OVNIs no Brasil”, que ocorreu no dia 19 de maio de 1986, quando 21 objetos foram detectados pela Força Aérea.
Há relatos dos militares, com detalhes sobre a velocidade, trajetória. O ministro da Aeronáutica da época (Octávio Moreira Lima) chegou a declarar que a tecnologia era tão avançada que parecia magia“, disse Petit. Ele ainda disse que as aparições de OVNIs são muito frequente: “Não há um mês sequer que não tenhamos registros”.
Para Petit, o fato de os governos manterem estas informações sob sigilo está ligado a uma medida de controle. “A questão é admitir que existem seres que detêm tecnologia mais avançada do que a nossa e que entram no nosso espaço aéreo livremente”.
Petit também afirmou que a questão religiosa está mudando. “A própria Igreja Católica já fala sobre o tema, que não contradiz em nada a fé em Deus“.
Outra pesquisadora, a pedagoga Ana Santos, presidente do CEEAS e coordenadora da Unikósmica, disse: “Não estamos sós no universo e estes documentos provam isso“.
Fonte: atarde.uol.
OvniHoje

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

4 COMETAS QUE VOCÊ VAI PODER OBSERVAR ATÉ O FINAL DESTE ANO

O primeiro passo para fazer as observações é ter um binóculo de pelo menos 7x50, caso você não tiver você pode comprar pela internet, custa cerca de R$ 200. Pode acreditar é um ótimo investimento, veja abaixo os cometas que você poderá observar até o final deste ano.

C/2014 E2 Jacques - Esse comenta é muito especial para nós, ele tem esse nome em homenagem ao astrônomo daqui do Brasil (Cristóvão Jacques), do observatório mineiro SONEAR. Você pode observar ele a partir da segunda quinzena de setembro, outro dia ótimo para observar é de 14 deste mês, ele vai estar ao lado da estrela Albireo, na constelação de Cisne.

C/2013 V5 Oukaimaden - A melhor aposta pra quem quiser ver uma cometa esse ano é ele, ele vai estar mais brilhante por volta do dia 16 de setembro, na constelação de Antlia, próximo a estrela Alfa.

C/2012 K1 Pan-STARRS - Ele voltou a ser visível no hemisfério sul, mas de acordo quando ele vai subindo no céu noturno sua visão melhora mais ainda. O dia em que ele passa mais perto da Terra será no dia 31 de outubro, na constelação do Pintor.

C/2013 A1 Siding Spring - Ele atingirá o seu brilho máximo, por volta da metade de setembro, na constelação do Pavão. Em 19 de outubro ele vai passar a cerca de 127 mil quilômetros de Marte.

Fonte: Mistérios do Espaço

terça-feira, 5 de agosto de 2014

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Novas descobertas deixaram os astrônomos confusos e a Nasa declara não ter mais certeza de como planetas se formam

Algumas décadas atrás, os astrônomos eram bastante confiantes sobre a formação de planetas no universo.
Com base em nosso próprio sistema solar, eles pensavam que planetas pequenos e rochosos se formavam perto de sua estrela-mãe e os planetas maiores e gasosos, ou cobertos de gelo, se desenvolviam em lugares um pouco mais afastados.
Nos últimos 20 anos, descobrimos planetas que nunca pensávamos que seriam possíveis de existirem. Então, quando eles começaram a encontrar esses planetas, ficaram perplexos e confusos: será que todas as teorias vigentes estariam erradas?



Por exemplo, alguns planetas foram descobertos tão perto de sua estrela que a orbitam completamente em apenas alguns dias, e ainda, avaliando sua densidade, os estudos mostram que eles seriam feitos de gelo. Outros planetas rochosos foram encontrados com um tamanho gigantesco, contrariando todos os estudos anteriores.
Pensava-se que, à medida que a estrela central gira, o material circundante se move também e é aquecido. Essa matéria, então, se une a outros materiais com alto ponto de fusão como ferro e rochas, que são formadas mais próximas do Sol. Quanto mais distante no sistema, mais frio o planeta, permitindo a formação de gelo ou o acúmulo de gás nas proximidades, tornando-se “gigantes gasosos”, como Júpiter e Saturno.
Por que, então, encontramos sistemas onde há gigantes de gás orbitando a um décimo da distância de Mercúrio em nosso próprio sistema solar? Por que alguns sistemas planetários têm "super-Terras", planetas rochosos enormes desprovidos de um exterior gasoso e que orbita nos extremos? E por que, também, que alguns planetas permanecem em órbitas elípticas descontroladamente e não em um direcionamento organizado como os do nosso sistema solar?
A resposta: nós simplesmente não sabemos. Astrônomos cogitam que o processo de formação do planeta pode ser muito mais caótico do que se pensava. “As primeiras detecções de exoplanetas revelaram corpos que eram totalmente diferentes de qualquer planeta do sistema solar”, declarou oficialmente a Nasa. “E descobertas posteriores mostraram que muitos sistemas de exoplanetas são muito diferentes do nosso”.
No entanto, isso não é necessariamente uma coisa ruim. Encontrar planetas que não estejam em conformidade com as teorias vigentes significa simplesmente que não temos muita certeza sobre como funciona a formação deles. Pode até ser que o nosso sistema solar seja bastante singular quando comparado a outros sistemas planetários. Afinal, nós não temos “super-Terras”, algo que parece ser comum em outras partes da galáxia. Esse é um questionamento interessante: por que não temos “super-Terras”? Os astrônomos estão pesquisando para que possam responder essas perguntas em um futuro próximo com novas teorias.
“Os estudos de exoplanetas estão apenas começando, e não é possível ter certeza sobre planetas ‘típicos’ entre nossas estrelas vizinhas”, diz a Nasa. “Será que a maioria dos sistemas planetários provará ser muito parecido com o nosso, ou somos excepcionais? Somente anos de estudo mais aprofundado irão dizer”.
Isso não quer dizer que não existem sistemas de exoplanetas como o nosso: a estrela 55 Cancri, a 41 anos-luz de distância da Terra, tem um sistema de cinco planetas, com uma distribuição semelhante à nossa. Porém, pode ser que nossas teorias sobre como estes planetas se formaram, em primeiro lugar, e que tipo de sistemas que habitam, talvez precisem ser revistas.
"Provavelmente, a pergunta mais interessante, e uma das mais difíceis de responder, diz respeito à singularidade da Terra," conclui a Nasa. “Há planetas semelhantes ao nosso orbitando outras estrelas, mas será que a vida existe em qualquer outro lugar além da Terra?”.

Fonte: DailyMail Foto: Reprodução / NASA
Jornal Ciência